Use Case · Analytics · Do porquê ao como

Uma camada única de analytics, sem cópias desnecessárias de dados

Consolidar dados SAP e não-SAP com governança, acelerando o caminho do dado à decisão — sobre a plataforma que a empresa já tem.

Zero-Copy First SAP BDC · Data Products Datasphere Databricks SAC + Power BI
O porquê · consenso sobre o problema

Antes de falar de solução: as dores da operação

A consciência coletiva destes pontos é a base para entender as escolhas de arquitetura.

Múltiplas verdades do mesmo número

Cada área extrai e calcula seu próprio KPI. Reuniões de resultado viram reconciliação de números, não decisão.

Impacto: decisão lenta e contestadaCriticidade: alta
Proliferação de cópias e pipelines

Extrações paralelas do ERP, dados defasados entre cópias e um custo crescente de armazenamento e manutenção.

Impacto: TCO e fragilidadeCriticidade: alta
Dado crítico sem dono e sem contrato

Planilhas e bases legadas alimentando relatórios oficiais — sem owner, sem qualidade medida, sem linhagem.

Impacto: risco e retrabalhoCriticidade: média-alta
Time-to-insight lento

Cada análise nova exige novo pipeline. IA e ML travados por falta de dado com contexto de negócio.

Impacto: valor represadoCriticidade: média-alta
O porquê · quem sente

Agora, os workloads afetados por essas dores

O case pede relatórios consistentes para as áreas de negócio — e o desenho precisa servir também o que vem depois.

R
Reporting corporativo

Uma única versão dos KPIs oficiais — o mesmo número do ERP, sem recálculo manual e sem esperar extração.

O
Analytics operacional

Indicadores dos processos ponta a ponta, cruzando dados SAP e não-SAP com contexto de negócio.

D
Decisão executiva

Fechamento confiável e comparabilidade entre áreas — a reunião de resultado volta a ser decisão, não reconciliação.

P
Planning

Orçamento e forecast sobre os mesmos modelos do reporting — real × plano sem reconciliação entre ferramentas.

Onde nasce o valor novo
IA
IA & Data Science

O maior valor represado: ML com contexto de negócio — previsão de capital de giro e ruptura, modelos híbridos SAP + operação, GenAI sobre dado governado. Sem dado com semântica e qualidade, não há IA confiável.

S
Self-service

A comunidade analítica (Power BI) explorando dados governados — liberdade dentro de guardrails.

O porquê · o terreno real

Mas afinal... onde isso se aplica?

A solução não nasce no vácuo: ela precisa respeitar (e aproveitar) o landscape que já existe.

O que produz dados

  • S/4HANA (RISE) — core transacional, com BDC contratado
  • BW/4HANA — anos de lógica de negócio investida
  • SQL Server, APIs externas — fontes não-SAP estruturadas
  • Planilhas críticas e bancos legados
  • IoT / sensores / historians — volumetria massiva de operação

O que consome (e já existe)

  • SAC — contexto SAP, planning, executivos
  • Power BI — comunidade massiva e fluente, integração M365
  • Azure Databricks — lakehouse corporativo + franquias das áreas
  • Cientistas de dados — notebooks, SQL, ML
O ponto de partida não é zero: BDC já contratado, lakehouse já operando, comunidade Power BI já treinada. A arquitetura certa orquestra o que existe — não substitui.
A mensagem

Bem... e aí? Qual a mensagem?

“O dado SAP permanece governado no SAP; o dado não-SAP permanece no lakehouse; a integração acontece por compartilhamento e federação — não por cópia.”

Zero-copy é o default, não o dogma

Federação e Delta Sharing primeiro; replicação quando a medição provar necessidade — uma vez, com CDC, owner e linhagem.

Uma definição por KPI

Cada KPI tem um único sistema de definição; o outro plano recebe o número pronto, não a fórmula. Fim das múltiplas verdades.

Dado como produto

Todo dado relevante vira produto: contrato, dono, qualidade medida, catálogo. Confiável para BI, planning e IA.

CONCLUSÃO → menos cópias · menos reconciliação · decisão mais rápida e confiável
O como · visão alvo

A arquitetura fim a fim

Ingestão → plataforma governada → consumo por perfil. Delta Sharing conecta tudo sem duplicar.

Fontes
S/4HANA (RISE)CDS · ODP
BW/4HANAmodel transfer
SQL Server / APIsCDC · OData
Excel governadoporta controlada
IoT / sensoresstreaming
─▶ingestão─▶
Plataforma — SAP BDC + Lakehouse
Data Products SAPgerenciados pela SAP · Delta · zero-copy
SAP Dataspheresemântica · Analytic Models · DAC · federação
SAP DatabricksML sobre dados SAP-only
Azure Databricks (hub + franquias)medalhão · híbridos · serving Power BI · Unity Catalog
─▶live · share─▶
Consumo
SACstories · boardroom · planning · Joule
Power BISQL Warehouse · SSO Entra ID · Direct Lake
FranquiasDelta Sharing D2D
Data Sciencenotebooks · Genie
Governança transversal: catálogo + linhagem + contrato de dados + RLS (DAC / Unity Catalog) + FinOps — Delta Sharing bidirecional, sem cópia física
O como · roteiro

Com o desenho na mesa, vamos colocá-lo à prova

O que o case quer saber se resume a três frentes — integração, reporting e data products. Elas são o roteiro do restante da conversa.

Integração SAP e não-SAP

1

Como conectar S/4HANA, BW/4HANA, SQL Server e APIs no Datasphere — e garantir consistência sem duplicar dados?

2

E os dados críticos em Excel e bancos legados, sem comprometer a governança?

Reporting

3

SAC ou Power BI/Tableau? E como garantir a mesma semântica de KPIs em todos os relatórios?

4

Como estruturar o reporting para executivos, analistas e operacionais?

Data Products via BDC

5

Como aproveitar os data products pré-configurados do BDC — e como explicá-los a um público leigo?

6

Como criar um data product customizado com governança e reúso garantidos?

Pergunta 1 · Integração — parte 1
O case pergunta

"Como você conectaria sistemas SAP (S/4HANA, BW/4HANA) e fontes não-SAP (SQL Server, APIs externas) no SAP Datasphere? Quais conectores ou métodos usaria?"

Um método por fonte — sempre na ordem: data product BDC → federação → replicação com CDC

FonteMétodo / conectorPorquê
S/4HANAData Products do BDC (1ª opção); gaps: CDS Views via Replication Flow (CDC/ODP); remote tables para baixa volumetria / alta volatilidadeData products eliminam pipelines e preservam a semântica do ERP; CDC evita full loads; federação evita cópia
BW/4HANABW Model Transfer (queries e CompositeProviders com a semântica) + remote tables; com BDC, objetos BW expostos como data productsReaproveita 100% da lógica investida no BW — reescrita é o maior custo e risco de qualquer migração
SQL ServerReplication Flow com conector nativo MS SQL (CDC), via Cloud Connector quando on-premisesNear-real-time sem sobrecarregar o sistema de origem
APIs externasConexão OData/REST; Open Connectors sob demandaIntegração gerenciada e padronizada, sem código customizado a manter
IoT / logs massivosStreaming → lakehouse (Databricks), integrado ao Datasphere por Delta SharingObject storage: custo por TB ordens de magnitude menor para alta volumetria
Pergunta 1 · Integração — parte 2
O case pergunta

"Como garantiria consistência sem duplicar dados?"

Três mecanismos, em ordem de preferência

1 · Federação (remote tables)

A consulta vai até o dado — ele não se move. Zero cópias, zero pipeline.

Quando: acesso esporádico ou dado volátil
2 · Delta Sharing (zero-copy)

Outra engine lê o dado? Compartilha-se o ponteiro, não a cópia: um único dado físico para vários consumidores — hub-and-spoke, no espírito Data Mesh.

Quando: Databricks das franquias lendo data products SAP (e vice-versa)
3 · Replicação governada

Quando inevitável (transformações pesadas, proteção do produtivo, histórico longo): uma única vez, com CDC, owner nomeado, linhagem registrada e contrato de dados.

O problema não é replicar — é a extração descontrolada em paralelo, que fabrica as "múltiplas verdades"
O princípio: o dado SAP permanece governado no SAP; o não-SAP, no lakehouse. A integração acontece por compartilhamento e federação — não por cópia.
Pergunta 2 · Integração
O case pergunta

"Se a empresa tivesse dados críticos em planilhas Excel e bancos legados, como você os integraria sem comprometer a governança?"

Governança não é bloquear — é dar um caminho controlado, com plano de saída

Planilhas críticas — a "porta governada"
Entrada controlada

Template validado, owner nomeado, registro no catálogo

Uso governado

A planilha alimenta o fluxo oficial — visível, com linhagem

Backlog de promoção

Toda planilha crítica vira candidata a data product

Extinção sem impacto

O data product entra em produção antes do corte — o negócio não sente

Bancos legados
Ingestão one-shot ou CDC

Para o lakehouse, conforme o legado ainda receba escrita ou não

Catalogação

Dados registrados com classificação e owner

Plano de descomissionamento

A origem é desligada quando o consumo migra — sem sistema zumbi

Estrangular, não proibir: proibir planilha sem dar alternativa só cria shadow IT — o caminho governado com plano de saída extingue a planilha sem dor.
Pergunta 3 · Reporting — parte 1
O case pergunta

"Qual solução de reporting você recomendaria para consumo dos modelos do Datasphere? Justifique entre SAC e ferramentas externas como Power BI ou Tableau."

Dois canais oficiais: SAC para a semântica SAP viva; Power BI servido pelo Databricks

O Power BI é realidade consolidada na empresa — para uso pleno e governado, a resposta é uma camada de serving no Databricks: SQL Warehouse com SSO (Entra ID), metric views no Unity Catalog e RLS/mascaramento por usuário.

CritérioSACPower BI via Databricks (serving)
SemânticaLive connection nativa ao Analytic Model: hierarquias, moedas, unidades, variáveis e autorizações — sem mover dadosMetric views no Unity Catalog: métrica governada e reutilizável (SQL Warehouse, Genie, Power BI). A semântica rica do ERP não é recriada: chega materializada do Datasphere
RLSDAC do Datasphere aplicado automaticamente por usuárioSSO (Entra ID) até o SQL Warehouse: a identidade do usuário final chega ao Unity Catalog — row filters e column masks valem por usuário, sem duplicar RLS em roles de dataset
PlanningNativo, sobre os mesmos modelos do reportingN/A — planning fica exclusivamente no SAC
EscalaDimensionado para o público SAP/executivoSQL Warehouse serverless (Photon, result cache, materialized views) absorve milhares de usuários, com FinOps por warehouse
Pergunta 3 · Reporting — parte 2
O case pergunta

"Como garantiria que todos os relatórios compartilham a mesma semântica de KPIs?"

Uma definição por KPI — o outro canal recebe o número, não a fórmula

Tipo de KPIOnde a definição nasceComo o outro canal consome
Natureza SAP
financeiro, fiscal, ordem-faturamento
Analytic Model do Datasphere: hierarquias, regras e tipagem do ERP, sem reconstrução manualMaterializado como dado (tabela/share certificada) no gold do lakehouse — o Power BI consome o valor calculado; o SAC consome o mesmo modelo, live
Híbrido / não-SAP
custo por tonelada, OTIF, produção
Metric view no Unity Catalog, sobre o gold do medalhãoDireto via SQL Warehouse; quando precisa aparecer no SAC, volta via Delta Sharing → Datasphere — o mesmo número nos dois canais

Regras de convivência — o que torna os dois canais um sistema, não uma disputa

  • Uma definição apenas por KPI — Datasphere para o mundo SAP, metric view para o mundo lakehouse. Bypass proibido: conectar por baixo da camada de serving é o que fabrica KPIs divergentes.
  • Datasets certificados como produto — os semantic models centrais do Power BI entram no ciclo de vida dos data products: owner, contrato, endorsement. O self-service constrói sobre eles.
Não é uma camada semântica num único ambiente — é a semântica estruturada para os dois cenários, de forma governada e sem replicação.
Pergunta 4 · Reporting
O case pergunta

"Descreva como você estruturaria a camada de reporting para diferentes perfis de usuários (executivos, analistas, operacionais)."

A fonte semântica não muda — muda só a experiência de consumo

É isso que garante que todos estejam na mesma página, do boardroom ao chão de operação.

Executivos

SAC stories curadas e Digital Boardroom: visão agregada, tendência e exceção — incluindo KPIs híbridos (SAP + operação) já consolidados.

Publicação controlada: somente conteúdo certificado, mobile-ready, drill-down guiado.

consome o produto pronto
Analistas

Self-service em dois canais: SAC sobre Analytic Models (dado sensível: RLS com tabela DAC + grupos do Entra ID via Graph) e Power BI sobre datasets certificados. Quem tem Azure Databricks recebe via Delta Sharing.

Liberdade de exploração dentro do modelo governado — podem criar visões próprias, não redefinir KPIs certificados.

explora dentro dos guardrails
Operacionais

Relatórios padronizados embarcados no fluxo, agendamento e alertas, com dados certificados e KPIs calculados.

RLS por corredor / estrutura hierárquica: cada um vê o seu recorte.

recebe o recorte certo
Regra de ouro: se executivo e operacional partem de fontes distintas, a reunião de resultados vira reconciliação de números, não decisão.
Pergunta 5 · Data products via BDC — parte 1
O case pergunta

"Como você aproveitaria os data products pré-configurados do BDC para acelerar entregas no Datasphere? E como explicaria data products para um público leigo?"

Cada data product nativo adotado é um pipeline a menos para construir, documentar, monitorar e manter

O caminho: instalar no Datasphere (zero-copy via Foundation Services) → compor os Analytic Models por cima → publicar no SAC. São os "produtos de prateleira": finanças, logística, suprimentos, vendas e RH entregam valor rápido.

Para o público leigo: um data product é como um produto de supermercado
Vem embalado

Pronto para consumir — ninguém precisa "ir à fazenda" buscar o dado bruto

Tem rótulo

O que contém, origem, prazo de validade — schema, linhagem e SLA no catálogo

Tem fabricante

Um responsável por reclamações — owner e governança nomeados

Todos usam o mesmo

Em vez de cada área preparar "do seu jeito" e gerar versões diferentes do mesmo número

O ganho de negócio: todos consomem o mesmo produto pronto, confiável e reutilizável — fim das versões divergentes do mesmo KPI.
Pergunta 5 · Data products via BDC — parte 2
O case pergunta

"Cite exemplos de KPIs ou modelos que poderiam ser reutilizados. E como você utilizaria o Datasphere em conjunto ao SAP Databricks?"

DomínioData products / modelosKPIs reutilizados
FinançasUniversal Journal (ACDOCA), Contas a Pagar/Receber, Working CapitalDSO/DPO, capital de giro, aging, custo por centro de custo
LogísticaEstoque, Compras, EntregasGiro e cobertura de estoque, lead time, OTIF
VendasOrdens de Venda, FaturamentoReceita por cliente/produto/região, margem bruta, carteira vs. faturado
SuprimentosPacote Procurement do BDC: Purchase Order/Requisition/Contract, Supplier Invoice, Service Entry Sheet + Insight App Spend Control Tower (S/4 + Ariba)Gasto por categoria, lead time de compra, saving, performance de fornecedor
Papéis complementares sobre o mesmo dado físico, conectados via Delta Sharing
Datasphere

Camada semântica e de BI: modela KPIs, federa fontes, aplica segurança e serve o SAC

SAP Databricks

Ciência de dados e ML lendo os data products via Delta Sharing, sem cópia — apenas para dados SAP-only

Azure Databricks

Recomendado para dados híbridos e não-SAP — é onde IoT, PIMS e LIMS moram, e onde a comunidade já opera

Pergunta 6 · Data products via BDC
O case pergunta

"Se fosse necessário criar um novo data product customizado, como você estruturaria o processo para garantir governança e reutilização futura?"

Um processo de 6 etapas, sustentado por 2 pilares

Pilar 1 — Contrato de dados versionado: o que torna o produto confiável (schema, SLA, owner, classificação, política de acesso e evolução).
Pilar 2 — Verificação de duplicidade: o que torna o reúso real — checar o catálogo antes de construir.
1Proposta

Demanda registrada com objetivo, ganhos e KPIs. Gate anti-duplicidade: já existe produto que atende?

2Design

Owner do domínio + contrato rascunhado + decisão federar × replicar documentada + classificação.

3Build

Space/repositório do domínio, Git Flow com PR para QA/PRD, testes automatizados de qualidade.

4Certificação

Arquitetura + governança validam contrato, linhagem e aderência aos padrões.

5Publicação

Registro no catálogo com tag do domínio, no space certificado — visível e descobrível.

6Operação

Monitoramento de uso e SLA; sem consumo por N meses → revisão de descontinuação. Sem cemitério de dados.

Do porquê ao como · síntese

O que recomendamos?

Quatro movimentos, do quick win à escala — cada um entregando valor sozinho.

1
Ativar o que já está pago

Data products do BDC + Insight Apps (ex.: Working Capital): valor visível em semanas, sem construir pipeline.

2
Fundar a semântica por domínio

Spaces e Analytic Models no Datasphere com DAC; SAC live para executivos e planning. KPI definido uma única vez.

3
Viabilizar o Power BI como 1ª classe

Serving no Databricks: SQL Warehouse com SSO Entra ID, metric views e RLS no Unity Catalog — a comunidade inteira governada.

4
Escalar como produto, com as franquias

Hub-and-spoke via Delta Sharing: domínios produzem e consomem com contrato, certificação e FinOps por área.

"Tirar a decisão de cima da planilha e colocá-la sobre dado governado — sem pagar por cópias."

Maturidade · o que eu não vou esconder

Pontos de atenção — arquitetura sem limitações é marketing

Os riscos reais do desenho, endereçados — não escondidos.

Zero-copy tem limites físicos (e não é zero custo)

Federação degrada com joins pesados; Delta Sharing entre regiões tem egress. Mitigação: federar × replicar é decisão medida e documentada por produto; FinOps por domínio.

Catálogo de data products do BDC em evolução

Nem todo cenário tem produto pronto (ex.: manutenção/EAM). Mitigação: gap analysis formal por onda; fallback CDS + Replication Flow; roadmap trimestral com a SAP.

Duas superfícies para o mesmo KPI

SAC e Power BI podem derivar com o tempo. Mitigação: uma definição por KPI, serving único no UC, reconciliação periódica dos KPIs críticos.

Franquia pode virar silo com marca nova

Autonomia sem guardrails recria o problema. Mitigação: proibido extrair direto do S/4; políticas como código no Unity Catalog; gate de certificação para publicar.

Fechamento · 30 segundos

A camada única não se constrói copiando tudo para um lugar só

Ela se constrói governando o dado onde ele nasce e conectando as plataformas por compartilhamento.

Data products do BDC entregam o dado SAP curado; o Datasphere define uma única versão de cada KPI; o lakehouse processa o não-SAP em escala e serve a comunidade Power BI; as franquias produzem nos domínios.

Resultado: menos pipelines, menos cópias, menos reconciliação — e mais velocidade entre a pergunta de negócio e a resposta confiável.

Backup · material de apoio para perguntas

Aprofundamentos prontos, se a banca quiser descer um nível

SAC Planning · RLS na prática (DAC + Entra ID) · SAP Databricks × Azure Databricks · Primeiros 90 dias

Backup 1

SAC Planning: por que o planning fica no SAC

Única ferramenta do desenho onde reporting e planejamento usam o mesmo modelo — real × plano sem reconciliação entre sistemas.

CapacidadeO que entrega
Modelos de planningVersões (real, orçado, forecast), dimensões compartilhadas com o reporting, moedas e conversão nativas
Entrada de dadosGrades de digitação com spreading, alocações e regras (data actions); workflows de aprovação por área
PrevisãoPredictive forecast embutido como ponto de partida; simulações what-if em versões privadas antes de publicar
Integração S/4Retração para o ERP (ex.: orçamento aprovado de volta ao S/4) e leitura dos mesmos Analytic Models do Datasphere
xP&APlanejamento financeiro e operacional conectados: volume → custo → resultado na mesma plataforma
Ponto para a banca: Power BI não tem planning — quem propõe "só Power BI" empurra o orçamento de volta para o Excel.
Backup 2

RLS na prática: uma matriz de autorização, dois enforcements

A pergunta clássica: "e a segurança por linha, como fica em cada canal?"

Canal SAC (live connection ao Datasphere)
Grupos do Entra ID

Membership extraído via Microsoft Graph

Tabela de permissões

Usuário × recorte (corredor, gerência, site) carregada no Datasphere

DAC no Datasphere

Data Access Control filtra as linhas na consulta

SAC aplica por usuário

Automático na live connection — sem RLS duplicada na ferramenta

Canal Power BI (serving no Databricks)
SSO Entra ID

A identidade do usuário final chega ao SQL Warehouse

Unity Catalog

Row filters e column masks avaliados com os grupos do AD, nativamente

Power BI recebe filtrado

Sem roles de RLS duplicadas no dataset

Fonte única: a mesma matriz de autorização alimenta os dois planos — muda o enforcement, não a regra.
Backup 3

SAP Databricks × Azure Databricks: critérios de decisão

CritérioSAP Databricks (BDC)Azure Databricks
Dado de origemData products SAP via Delta Sharing interno, sem cópia e sem sair do BDCHíbridos e não-SAP: IoT, PIMS, LIMS já moram lá
Consumidor do resultadoVolta curta para Datasphere/SAC (scores em story SAP)Power BI, franquias, aplicações — a comunidade já opera lá
CapacidadesServerless notebooks/SQL; sem ingestão externa própria — escopo SAPPlataforma completa: streaming, MLflow, Model Serving, Vector Search, DABs
CustoConsome capacidade BDC contratadaCommit Azure existente + FinOps por franquia/warehouse
Regra práticaML SAP-only e resultado para o SAC → SAP Databricks; todo o resto → Azure Databricks — e o Delta Sharing conecta os dois sem duplicar o dado
Backup 4

Se aprovado: os primeiros 90 dias

Dias 0–30 · Ver

Inventário do que existe: data products BDC ativáveis, extrações paralelas do S/4, KPIs com múltiplas versões, custo das cópias.

Entrega: mapa de gaps + 3 quick wins nomeados
Dias 30–60 · Provar

Primeiro domínio de ponta a ponta (ex.: Working Capital): data product BDC → Analytic Model → SAC + dataset certificado no Power BI.

Entrega: o mesmo KPI nos dois canais, rastreável ao catálogo
Dias 60–90 · Escalar o método

Processo de data product formalizado (6 etapas), contrato-modelo, gate de certificação e onboarding da primeira franquia via Delta Sharing.

Entrega: esteira repetível — não um projeto isolado
Critério de sucesso: um KPI crítico com definição única em produção nos dois canais em 90 dias — valor visível, não slide.
Notas
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